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Como a LGPD impacta as tecnologias da sua empresa

Como a LGPD impacta as tecnologias da sua empresa

A transformação digital trouxe inúmeros benefícios para as empresas, como automação, análise de dados e maior proximidade com o cliente. No entanto, com o uso intensivo de informações pessoais, surgiu a necessidade de regras mais claras sobre privacidade e segurança. É nesse contexto que entra a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impacta diretamente as tecnologias utilizadas pelas empresas.

A LGPD (Lei nº 13.709/2018) estabelece regras para a coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais no Brasil. Seu objetivo é proteger os direitos fundamentais de liberdade, privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade dos indivíduos.

Para as empresas, a LGPD não é apenas uma exigência legal, mas também um fator estratégico que influencia a confiança dos clientes e a reputação da marca. Segue uma lista dos impactos da LGPD nas tecnologias empresariais:


1. Sistemas de gestão e bancos de dados


Softwares de ERP, CRM e outros sistemas de gestão precisam ser adaptados para:

• Coletar apenas dados necessários (princípio da minimização);

• Registrar o consentimento do titular;

• Permitir a exclusão ou anonimização de dados quando solicitado;

• Garantir rastreabilidade sobre quem acessa as informações.

Isso exige ajustes técnicos e, em muitos casos, atualização ou substituição de sistemas antigos.


2. Segurança da informação e infraestrutura de TI


A LGPD exige a adoção de medidas técnicas e administrativas de segurança. Na prática, isso significa investir em:

• Criptografia de dados;

• Controle de acesso e autenticação multifator;

• Monitoramento de incidentes e logs;

• Backups seguros e planos de resposta a incidentes.

Empresas que utilizam computação em nuvem também devem avaliar se seus provedores estão em conformidade com a lei.


3. Tecnologias de marketing e automação


Ferramentas de marketing digital, como plataformas de e-mail marketing, automação e análise de comportamento, precisam respeitar:

• O consentimento explícito do usuário;

• A finalidade informada no momento da coleta;

• A possibilidade de opt-out de forma simples.

Isso muda a forma como leads são captados e como campanhas são estruturadas, tornando o marketing mais transparente e responsável.


4. Desenvolvimento de software e aplicativos


A LGPD introduz o conceito de privacy by design e by default, ou seja, a privacidade deve ser pensada desde a concepção do sistema. Para equipes de desenvolvimento, isso implica:

• Mapear dados pessoais tratados pela aplicação;

• Reduzir riscos de exposição de dados;

• Implementar configurações de privacidade como padrão.

Essas práticas melhoram a qualidade do software e reduzem riscos jurídicos.


5. Governança de dados e processos internos


Além da tecnologia, a LGPD impacta processos. Ferramentas de governança de dados ajudam a:

• Mapear fluxos de dados pessoais;

• Identificar riscos;

Atender solicitações dos titulares, como acesso e exclusão de dados.

Apesar dos desafios, a LGPD pode ser vista como uma oportunidade. Empresas que investem em tecnologias adequadas demonstram compromisso com a privacidade, fortalecem a confiança do mercado e se diferenciam da concorrência.

Mais do que cumprir a lei, adaptar as tecnologias à LGPD é um passo importante para construir um negócio mais seguro, transparente e sustentável no longo prazo.Nesse cenário, contar com especialistas faz toda a diferença. A Celus atua justamente nesse ponto, ajudando empresas a adequar suas tecnologias e processos à LGPD de forma prática, segura e alinhada às necessidades do negócio.

Por meio de soluções e consultoria especializada, a Celus apoia organizações na construção de um ambiente digital mais confiável, eficiente e em conformidade com a legislação.

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